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Proteste contra a privatização do Banco Central! - Veja quem já protestou! Privatizar o Banco Central do Brasil é colocar hienas, abutres e chacais na vigilância do galinheiro!
Para adequar o Brasil aos interesses do capital especulativo internacional o Banco Central do Brasil vive sob ameaça de ser privatizado. Responsável pela emissão de moeda e pela condução da política econômica nacional está, desde o governo desastroso de FHC, conduzido por gente oriunda do mercado de capitais, ou seja, são pessoas que lucram rios de dinheiro com a jogatina chamada Bolsa de Valores e com a elevadíssima taxa de juros que a entidade pratica, justamente com esta finalidade, enriquecer a classe de pessoas para quem FHC e Lula governam. Os dois últimos governos, Lula e FHC, jamais cogitaram seriamente conduzir pessoas de fora do mercado de capitais ao centro das decisões econômicas brasileiras. Idealmente, deveríamos sair do modelo capitalista, que só tem trazido desgraças ao Brasil. Contudo, para não sairmos do modelo capitalista, conduzindo, entretanto, um nadinha de ética a uma instituição que existe para a materialidade mercadológica e não para o ser humano, seria necessário, pelo menos, que representantes dos trabalhadores tivessem acento nas reuniões do grupo terrorista que mais destrói brasileiros, conhecido como COPOM. Muito se repisou que o povo brasileiro escolheu um presidente da república oriundo da classe trabalhadora – que é majoritária neste país – para com ela governar. Não se esperava que governasse contra ela, renegando seu passado e sua biografia! Para presidir o Banco Central do Brasil sem modificar em nada o encaminhamento nefasto que FHC e Armínio Fraga vinham dando à política econômica brasileira, Lula escolheu o agente do Banco de Boston Henrique Meirelles. Quando Armínio Fraga anunciava “mais investimentos estrangeiros no Brasil” em verdade referia-se a aplicações financeiras. Henrique Meirelles faz exatamente a mesma coisa, com o agravante de ter pesando sobre ele a suspeita de desvio ilícito de recursos ao exterior, falsidade ideológica junto à justiça eleitoral goiana e fraude à Receita Federal ou sonegação de impostos. Nada é investigado a fundo, o PT colocou membros do partido em postos-chave na CPI dos bancos a fim de minar-lhe a credibilidade e promove Meirelles a ministro com a única finalidade de que ele escape com mais desenvoltura do braço da lei. Com tudo isso Meirelles ainda reivindica para si a apropriação privada do Banco Central do Brasil e tem o apoio do PT, de Lula e de Palocci para conseguí-lo... Numa espantosa inversão de hierarquia, não apenas a Presidência da República deixou de determinar prioridades neste setor como ainda transferiu-se o encaminhamento da política econômica dos ministérios da Fazenda e Planejamento para o Banco Central do Brasil que agora os especuladores desejam ver privatizado. Eufemisticamente, os agentes a soldo do capital especulativo internacional chamam de “autonomia” a proposta de privatização do Banco Central do Brasil. Embora seja difícil imaginar como poderiam gozar de ainda maior autonomia, desvincular o Banco Central do Brasil do aparelho estatal brasileiro e deixá-lo exclusivamente a serviço do capital especulativo internacional será uma desgraça, uma tragédia. É uma maldição anunciada.
Proteste contra a privatização do Banco Central! - Veja quem já protestou! Carta Aberta às Autoridades Governamentais.
Recentemente encaminhei a vários líderes e parlamentares do Governo Federal, do Senado e da Câmara, assim como líderes do Partido dos Trabalhadores e Partidos da Base Aliada o texto que reproduzo abaixo. Já se passaram vários meses e, até este momento, ninguém respondeu àquelas inquietações. Pior, as coisas estão ficando cada vez mais desesperadoras! Talvez eu venha a ser acusado de “apressado”, mas estou sendo questionado diuturnamente, tanto através da imprensa, quanto através de minha página e mesmo durante as aulas de sociologia, história e geografia que ministro na rede pública, assim como na rede ANGLO de Ensino pelo interior paulista – que todos os meus alunos conhecem minhas posições políticas, eu não sou um “weberiano” pobre de espírito que acredite ser possível “ser neutro” em ciências humanas. Prefiro ser honesto e confiar na capacidade e competência intelectual do meu aluno; vendo-o discordar (ou concordar) ao invés de apresentar minhas idéias políticas como se se tratasse de “teses científicas incontestáveis”, como os weberianos e gente dessa laia faz, fazendo passar ideologias conservadoras como verdades científicas inquestionáveis. Enfim, há quase duas décadas trabalho para ver os trabalhadores no Poder. Em 1989, por exemplo, estava na graduação de Segundo Sargento da Ativa da FAB e servi como Segurança ao Lula, então candidato em campanha. Venceu, como todos se recordam, Collor de Mello... Triste Brasil, tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos... O que o governo do PT e base aliada vêm anunciado e realizando não está, em grande medida, em sintonia com o que estes partidos propõem desde a sua fundação. Abaixo o texto que tenho enviado a parlamentares amigos por quem trabalhei em campanha, solicitando respeitosamente subsídios ideológicos que justifiquem, perante a minha consciência e me permitam justificar-me perante o meu leitor / visitante de página quanto ao que se tem ouvido e feito ultimamente:
“Excelência,
Sou militar da Reserva Remunerada da FAB, trabalhando ainda como sociólogo e professor de história e geografia para cursinhos pré-vestibular para complemento salarial que recebo precisamente os mesmos valores do Governo federal há exatos 11 (ONZE) anos. Todas as coisas de que minha família precisa, de água a TV, de Gás de Cozinho a Telefone, passando por alimentos e planos de saúde aumentaram de preço em escala exponencial no período em que meus proventos estão congelados. Não consigo me conformar. Egresso do PC do B, ingressei no PT em 1987 e milito desde aquele momento (há 16 anos, portanto) para que os Trabalhadores exerçam o poder a nível nacional. Desde que moro em São José do Rio Pardo/SP, trabalho e voto pelo Partido dos Trabalhadores e Coligados, tanto por seguir a orientação partidária quanto por confiar na competência e coerência política de nossos quadros, mas estou encontrando enormes dificuldades em justificar às pessoas que me perguntam insistentemente sobre as "mudanças" prometidas. Insistem amigos e mesmo adversários - pessoalmente, pela Imprensa ou mesmo através de e-mail ou do livro de visitas da minha página - em enfatizar que as "mudanças" esperadas seriam "para melhor" e não o continuísmo do neoliberalismo tucano ou "mudanças para pior", como a manutenção das taxas de juros nas alturas, tarifas públicas extorsivas, pagamento ao FMI de juros elevadíssimos de uma dívida absolutamente já paga algumas dezenas de vezes e, pior ainda, em patamares ainda mais "generosos" para com nossos algozes do que eles exigem, numa demonstração abjeta de subserviência a uma potência estrangeira, uma injustificável ALIENAÇÃO DA SOBERANIA NACIONAL. Já os salários, particularmente do funcionalismo público, são mantidos baixíssimo nível...
Com todo o respeito, excelência, rogo o vosso perdão pela contundência das perguntas que reproduzo, mas preciso de subsídios ideológicos para respondê-las... Venho trabalhando por V. Excia. há quase duas décadas e não eram as práticas atuais o que se falava/prometia/combinava! Em absoluto! Por obséquio, na medida do possível e mesmo para que eu possa melhor defender-me e defender as posições do Partido, seja na Imprensa, seja na minha página, esclareça-me:
1) Em que a privatização do Banco Central - e conseqüente alienação da soberania nacional sobre o valor de nossa moeda - beneficiaria os trabalhadores? São verdadeiros os rumores de inversão na pauta do PT que, de propostas como "começar pela Reforma Agrária" pretende começar pela privatização (ou autonomia, o que dá no mesmo) do Banco Central? Essa "autonomia" ou "privatização" não significaria um recuo drástico nas propostas históricas do Partido legando ao "Mercado" e não aos seres humanos que vivem, amam e trabalham (as pessoas em quem votamos, enfim!) o direito de gerir as finanças deste país? O Governo está levando em conta que tais atitudes conduziram a Argentina à quebradeira generalizada de que só consegue sair, a duras penas reafirmando a sua soberania?
2) A reforma da previdência (que é, em si, convenhamos, uma proposta nitidamente neoliberal) ameaça a todos trabalhadores que vêm contribuindo há anos ou as regras draconianas que se anunciam passarão a valer somente para aqueles que estão ingressando agora no mercado de trabalho? Ou são rumores vazios da imprensa burguesa? Os debates sobre "o que são direitos adquiridos" estão sendo compreendidos pela população em geral como uma ameaça a estes direitos... Seria isso mesmo? Os aposentados estamos apavorados. Prestamos um serviço patriótico e de alto nível a este país por décadas a fio e vemos o risco de perder nossos direitos adquiridos para que nosso dinheiro seja cada vez mais concentrado nas mãos dos grandes conglomerados expeculativos internacionais?
3) O capitalismo - internacional por definição (hoje em dia se diria "globalizado") - está passando por uma de suas piores crises; creio mesmo que, no máximo em três anos, os EUA – principal potência capitalista mundial – declararão falência aberta, a exemplo do que ocorreu na década de 30. Neste contexto, é justo que o trabalhador brasileiro, via impostos, subvencione uma guerra insana contra muçulmanos contra quem nada temos, enfim, enquanto tais recursos poderiam ser utilizados para sanar a situação calamitosa em que o reino do neoliberalismo deixou a nossa gente? Não seria questionável a possibilidade de uma MORATÓRIA, pelo menos até que tenhamos certeza de que os recursos oriundos do pagamento de uma infindável “dívida e(x)terna não serão usados para matar gente inocente? V. Excia. percebe que o dinheiro que mandamos para o estrangeiro (mais, muito mais do que eles exigem, não consigo compreender por que motivos!) só serve para matar seres humanos inocentes em guerras insanas quando temos tantos problemas internos por aqui? O que aconteceu com o PT e o PC do B que defendia a MORATÓRIA?
4) Por cerca de doze anos pregou-se e praticou-se a política do "esvaziamento da máquina estatal", particularmente no atendimento básico a saúde, educação e previdência. Na prática o Estado seguiu forte e paternalista para com grandes conglomerados financeiros nacionais e internacionais no período. Uma das mudanças propostas pelo Partido foi a de inverter esta tendência, ou seja: fortalecimento do Estado no que tange ao atendimento básico à população carente. Esta ficará circunscrita somente ao - de resto altamente louvável! - "Projeto Fome Zero"? As privatizações fraudulentas dos períodos Collor e FHC serão revistas através de CPI's ou o Estado será ainda mais esvaziado em seus poderes, como no caso da proposta de privatização do Banco Central?
5) Os EUA massacraram o Afeganistão, o Iraque, a Palestina e ameaçam e jugulam Cuba, Coréia do Norte, Irã e Venezuala enquanto, paralelamente, forçavam a privatização do Banco Central da Argentina. Para manter o padrão de vida do norte-americano médio, quebrou-se a Argentina de maneira deplorável conforme acompanhamos pelos noticiários. Hoje o Império massacra o Iraque e força a privatização do Banco Central do Brasil. Estou delirando ou é correto afirmar que o Brasil se tornou "a bola da vez" para pagar as contas da guerra (uma guerra com a qual a maioria da população brasileira NÃO concorda) e "quebrará", como a Argentina quebrou tempos atrás? A aprovação da Emenda 53/99 do então senador José Serra pelo Congresso Nacional e as declarações do tucano Meirelles no sentido de que "não mexerá no câmbio aconteça o que acontecer", lamento, aponta nesta direção.
6) Como está indo o processo de Reforma Agrária (uma das principais bandeiras do PT antes que ele sofresse esse monstruoso processo de "endireitamento"). Aliás, por que DIABOS o PT se tornou um partido de Direita? Por que há tanta insatisfação no campo? Onde e por que o diálogo entre o PT e o MST se deteriorou?
Excelência, meu coração comunista está sangrando pelo meu povo que votou por mudanças para melhor (e eu trabalho arduamente nesta direção, repito, há quase duas décadas, pagando elevado preço pessoal por esse idealismo) mas até aqui as práticas ou o que se tem anunciado têm seguido uma direção contrária ao inicialmente proposto nas bases dos Partidos Governistas. Correndo todos os riscos de externar um tal questionamento – como não estou obtendo respostas diretas, o que vinha sendo normal e cotidiano no período de Campanha, quando o Zé Dirceu, o Aloísio Mercadante e mesmo a assessoria direta do Lula respondiam religiosamente a meus e-mails ou atendiam-me ao telefone - opto por essa “Carta Aberta” insistindo: preciso muito de ARGUMENTOS para justificar as práticas que vêm sendo adotadas e que estão aparentemente em contradição com os princípios fundamentais do Partido dos Trabalhadores e Partidos Coligados. Juro por Deus, estou confuso!
Seguro de contar, como de hábito, com a vossa proverbial atenção subscrevo-me renovando meus protestos de elevada estima e distinta consideração,
Lázaro Curvêlo Chaves
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