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Eleições – 2006
Quem considerava que, com o final dos jogos de futebol, começariam as reflexões sérias sobre a política brasileira, viu-se face ao seguinte questionamento, que pautou a Nação semana que passou: “Senhoras na terceira idade podem discutir seus orgasmos em horário nobre da televisão usando termos chulos?”; “quem foi o mandante do assassinato do casal Richtofen?” Em 2006 não precisaremos fazer como em 2002, ou seja, votar no que parecia o menos pior dos candidatos, na promessa de esperança que vence o medo se transformando na ampliação do medo e desarmonia pátrias. Este ano temos alternativa ideológica clara. Uma aliança entre as Forças de Esquerda com candidata à Presidência de República, a alternativa claramente ideológica se impõe à geléia geral em que se transformou o quadro partidário brasileiro. Enquanto a direita de ontem e de hoje debate que é menos ou mais corrupta que outra ou mesmo qual a quantidade de migalhas – e como – serão destinadas aos pobres, quem continua coerente com sua visão ideológica de mundo pode avançar por mares nunca dantes navegados: romper com o capital especulativo, resgatar a dignidade da pessoa humana em todas as dimensões, a começar pela saúde, educação e segurança, não como bandeira eleitoreira, mas como prática somente factível quando se aponta de onde virão os recursos para este desiderato. Lula deu um calote no social para continuar remetendo, com sobras, o fruto de nosso trabalho para o capital especulativo. Nós vamos fazer o oposto: dar um calote na dívida econômica para resgatar a dívida social. Há uma proposta lúcida e coerente, claramente ideológica e crescente: quem vota Heloísa Helena, vota a favor do povo trabalhador do Brasil, vota no resgate de todas as lutas históricas da esquerda revolucionária em nosso país, vota contra os bancos e a favor da gente que vive, ama e trabalha. A aliança de esquerda PSTU/PSOL/PCB é a única que representa claramente uma ruptura com o modelo econômico neoliberal rapinante. Precisamente por isso é a que mais cresce em todos os meios intelectuais do país, tirando, sim, os votos ideológicos de um partido que já não o é mais.
Rememorando
Heloísa Helena, senadora eleita pelo PT de Alagoas em 1998. Em 1999, no primeiro ano de seu mandato no Senado Federal, destacou-se pela forma com que combateu a política neoliberal de Fernando Henrique Cardoso - com o desmantelamento das políticas sociais, do Estado e da economia nacional, que produziu o mais amplo processo de exclusão social já visto no Brasil, levando desespero a milhares de trabalhadores brasileiros. Foi a primeira vítima ideológica de Lula da Silva. Expulsa do PT no contexto da guinada à direita que o partido deu, removendo de seus quadros os militantes verdadeiramente comprometidos com a causa dos trabalhadores e, como nos diz nossa Futura Presidente, dos filhos da pobreza. É a mulher mais influente na política e no legislativo Brasileiro. Em dezembro profissionais de comunicação, agência de publicidade e leitores da Revista Isto É Gente elegeram Heloísa Helena como Personalidade do ano de 2005. A Bandeira da Esperança ainda está hasteada no Brasil, como sabe um número crescente de eleitores. A última pesquisa Datafolha constata este crescimento; em menos de 1 mês de campanha o número de simpatizantes dobrou de 6% para 10%, diferentemente dos candidatos burgueses, estagnados em suas posições. Heloísa Helena, com pouco tempo no horário político gratuito, é um fenômeno na Internet, com milhares de grupos no Orkut e outro tanto de páginas em seu apoio. A Luta Continua. Heloísa Helena Presidente do Brasil. Plínio de Arruda Sampaio governador do Estado de São Paulo.
Lázaro Curvêlo Chaves – 20/07/2006
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