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Histriônico

 

É assustadora a semelhança entre Lula e o ditador fascista Benito Mussolini. As caretas, a gesticulação frenética, o tom elevado na voz, o apelo ao passionalismo e o abandono da razão, o fato de situar-se acima do bem e do mal e o julgamento que faz de todo o adversário político um inimigo do país.

A história se repete, desta vez como farsa: falta a Lula o forte componente de nacionalismo que perpassa a ideologia fascista clássica. Sua subserviência abjeta a interesses estrangeiros, o fato, enfim, de sua prioridade absoluta ser o envio maciço de recursos brasileiros para a ciranda financeira internacional o coloca no mesmo patamar de Fulgêncio Batista, o ditador cubano deposto pela Revolução liderada por Fidel Castro, Camilo Cienfuegos e Che Guevara.

Delirando, acredita-se um líder do porte de Fidel e busca reproduzir no Brasil algumas das características cubanas mais antipáticas, olvidando os avanços sociais da Ilha.

Em Cuba a Revolução conduziu à ruptura com o império ianque, a uma afirmação inédita de autonomia. A Ilha, que se autoproclama, com justiça, “Território Livre da América” é a única nação da América Latina que nada deve nem se subordina aos interesses do império. Em nome desta política, a Ilha conseguiu o primeiro lugar do mundo em medicina tropical, o pleno emprego e a erradicação da miséria.

No Brasil, o governo Lula continua a política neoliberal de seus antecessores, Collor, Itamar e FHC, agudizando-a numa direção insana: jamais se extorquiu tanto em impostos dos brasileiros carreando-os para a ciranda financeira.

O Ditador de ontem e o de hoje. Espantosa semelhança

 

 

 

 

Sugladesh

 

Há tempos se cunhou a expressão “Belíndia” para se referir a um Brasil com desigualdades surpreendentes. As regiões Sul e Sudeste teriam um Índice de Desenvolvimento Humano equivalente àquele encontrado na Bélgica e o restante do país vivia em situação parecida com aquela da Índia. Durante o governo Lula vivemos uma espécie de Sugladesh, com impostos mais elevados que os da Suécia e serviços públicos piores que os de Bangladesh.

A propaganda hipnótica do governo alardeia desenvolvimento mas na prática o inviabiliza: impostos elevadíssimos e taxas de juros extorsivas fazem com que as aplicações financeiras rendam mais do que a produção, embora somente os poucos muito ricos tenham meios de assim viver. O Brasil tem crescimento pífio e circunstancial não por causa, mas apesar do péssimo encaminhamento da política econômica de Henrique Meirelles e seus estafetas Palocci e Manteiga. Lula está encarregado miseravelmente da propaganda histriônica, vazia de realidade e auto-ufanista.

Quais as bases econômicas para um “crescimento sustentável por 10, 15, 20 anos” segundo a retórica petista-lulista? Uma taxa de juros crescente e escorchante, hoje próxima dos 20% e impostos superando os 40%. Por toda a parte – administração federal, estadual e municipal – ouve-se que “não há verba”. Com a extorsão monstruosa de recursos produtivos na direção da especulação financeira é espantoso que o Brasil consiga, mesmo assim, crescer ainda que miseravelmente!

 

Inversões

 

Se em Cuba o governo popular cria medidas de censura e controle sobre o capital internacional e seus agentes, no Brasil o governo do Partido (dito) dos Trabalhadores vem fazendo de tudo para criar medidas de censura e controle sobre o povo em nome da liberdade de circulação de capital daqui para o exterior.

O preço da liberdade é a eterna vigilância. Através de debates e pressão popular sobre congressistas, conseguimos barrar, pelo menos por enquanto, o projeto de controle da imprensa através do Conselho Federal de Jornalismo. A próxima batalha é contra o projeto de criação da ANCINAV, por tudo o que de nocivo nos traz: controle de toda a produção cultural brasileira (TV, rádios, cinema, páginas na Internet e telefones celulares) com vistas a censurar e reprimir toda e qualquer manifestação voltada ao patriotismo, ao nacionalismo que a prioridade máxima deste desgoverno é manter o país de joelhos diante da grande potência norte-americana.

 

Quem são os tolos?

 

Lula engambela os parlamentares com promessas vazias que jamais se cumprem. Promete mundos e fundos, suborna prometendo liberar rios de dinheiro e na hora “h” reluta e volta atrás. Ainda assim, após ligeiro protesto, os parlamentares venais – que são maioria – votam com o governo em tudo o que lhes é imposto.

Parlamentares que almejam vender seus votos mais caro, começam fazendo oposição declarada para somente aderir ao governo após o suborno. Aqueles que já ingressam aderindo acriticamente são cordeirinhos que o governo sequer contempla com suas mentiras engalanadas.

A questão que fica é: os parlamentares brasileiros são os tolos que parecem ou estão fazendo a nós todos de tolos?

 

Lázaro Curvêlo Chaves - 13/1/2005

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