A Ditadura dos Bancos e Lula, o
Exterminador do Futuro
Bancos Itaú e Bradesco registram
novos lucros recordes
Segundo reportagens
jornalísticas desta semana, beneficiado pela manutenção de altos spreads
(diferença entre o custo de captação e o juro cobrado nos empréstimos) e pelo
aumento da demanda por financiamentos, o Itaú registrou lucro recorde de R$
5,251 bilhões em 2005, o que representou um aumento de 39% em relação a 2004. De
acordo com estudo da consultoria Economática, trata-se do melhor
resultado já registrado por uma instituição financeira NO MUNDO. A marca, porém,
não deve durar muito. O Bradesco está publicando também o seu que registra um
ganho superior a R$ 5,5 bilhões.
Na segunda-feira, Banco do
Brasil e Caixa Econômica também anunciaram lucros recordes em 2005 (R$ 4,1
bilhões e R$ 2 bilhões, respectivamente). Semana passada foi a vez de o Unibanco
divulgar o melhor resultado de sua história: lucro líquido de R$ 1,838 bilhão,
alta de 43,3% frente a 2004, puxado por operações de crédito.
O maior impacto veio do
aumento das despesas com créditos de recebimento duvidoso, que aumentaram 135%
nos últimos 12 meses. Passaram de R$ 1,582 bilhão, em dezembro de 2004, para R$
3,716 bilhões no fechamento de 2005. Ao fim do ano, o saldo das provisões
excedentes (além do mínimo exigido pelo Banco Central) foi reforçado em R$ 370
milhões, totalizando R$ 1,370 bilhão – UM BILHÃO E TREZENTOS E SETENTA MILHÕES
DE REAIS!
Trocando em miúdos: vivemos sob a
ditadura dos bancos
A cada vez que se faz um
depósito, um saque, uma consulta, um empréstimo ou um financiamento junto a uma
agência bancária brasileira se paga. E se paga no Brasil muitíssimo mais que em
todos os outros países do planeta.
Economia é um sistema
fechado. Se há grande concentração de um lado, há uma perda e desconcentração
correspondente em outro. No Brasil de Lula, à direita do FMI, assistimos e
vivenciamos à mais cruel transferência de rendas dos mais pobres para os mais
ricos desde que a frota de Cabral aqui aportou.
A legislação brasileira
facilita a remessa de recursos ao exterior e dificulta seu reingresso.
Contrapondo-se a isto, o governo Lula tomou a medida de reduzir (em alguns
casos, eliminar) os impostos de dólares repatriados, naturalmente para que seus
comparsas possam trazer de volta o que daqui levaram.
Aumenta a Inadimplência nos
Bancos: de 2,9% para 3,5%
Esforçando-se para ampliar
seus lucros através de financiamentos e não perder terreno para os concorrentes,
o Itaú acabou se aventurando em áreas em que historicamente manteve uma posição
discreta, como crédito ao consumo e financiamento a pequenas empresas. É de
longe o segmento que apresenta as maiores margens de lucro, mas ao mesmo tempo o
maior risco no recebimento do crédito, apesar da figura jurídica recém criada do
“desconto em folha”, que tem levado muitos aposentados e pensionistas ao
suicídio.
— É um processo natural. O crescimento da
carteira vem sempre antes de um possível aumento da inadimplência — afirmou o
presidente do Itaú, Roberto Setúbal. Se antes Setúbal tinha motivos para temer
Lula, hoje é um dos maiores interessados em que se perpetue no Poder
garantindo-lhe lucros sempre maiores ano a ano. Não há margem para dúvida: Lula
governa para os banqueiros e o sistema financeiro, em detrimento do bem-estar do
povo brasileiro. Além do lamaçal inédito de corrupção, subornos a parlamentares,
mensalões e desvios de recursos que tem sido marca registrada de seu governo,
formalmente governa para as mesmas elites contra as quais sempre discursou desde
o início de sua carreira política, fazendo as delícias do rapinante empresariado
brasileiro e causando horror até ao organismo mais antipático do mundo,
insuspeito de qualquer eivor de humanismo, chamado Fundo Monetário
Internacional, que insiste na clemência de Lula para com o povo brasileiro,
arrochado além da conta.
O patrimônio líquido do Banco
Itaú chegou ao fim do ano passado em R$ 15,56 bilhões, número 11,37% superior ao
fim de 2004.
A receita de serviços da
instituição – que cresceu 25,5% e foi a R$ 7,737 bilhões – prestando importante
colaboração para o resultado de 2005. Os principais componentes da receita de
serviços foram: segmento de cartão de crédito (22% do total), administração de
fundos e recursos (21,8%) e os serviços de conta corrente (18,5%).
Telefones mais caros a partir de
abril
Com a mudança do sistema de
cálculo de pulsos para minutos falados, as empresas de telefonia ampliarão seus
lucros pavorosamente. E o usuário de telefone passará a pagar muito mais para
dialogar com amigos ou contatar serviços por telefone. Estima-se que, para
conversas locais (interurbanos são um caso extorsivo à parte...) com 5 a 10
minutos de duração teremos de pagar um valor até 150% (CENTO E CINQÜENTA POR
CENTO) superior ao atual.
Última forma!
Já havia escrito as linhas
acima quando o governo Lula decidiu adiar para o ano que vem o aumento
astronômico na cobrança das tarifas telfônicas. Salvo novas mudanças de rumos e
idéias que este é o governo mais errático da história do mundo, as regras – e os
preços – seguirão as mesmas até o próximo ano. Na avaliação do Planalto seria um
grave desgaste aumentar em 150% as tarifas telefônicas no meio do ano eleitoral
de 2006. Ano que vem, se o coisa ruim se reeleger, salve-se quem puder!
A Casa dos Políticos
No programa do Amaury Jr., a
cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas idéias brilhantes, dignas do seu
gênio criativo.
Reclamando da inutilidade de
programas como o Big Brother, ela deu a seguinte sugestão: colocar todos os
pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e
discutindo seus respectivos programas de governo.
Sem marqueteiros, sem
máscaras e sem discursos ensaiados.
Toda semana o público vota e
elimina um.
No final do programa o
vencedor ganharia o cargo público máximo do país.
Além de acabar com o
enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro
caráter dos candidatos.
Inaugurando buracos tapados,
antigas universidades e aeroportos
A pesquisa CNT Census, diante de tanto descalabro administrativo e desvios
éticos parecia nitidamente carecer de legitimidade. Quarta-feira passada,
contudo, o Instituto Datafolha publicou dados similares: cresce a popularidade
de Lula da Silva que, segundo as projeções, derrota os adversários tucanos por
larga margem. Não que faça grande diferença, os tucanos praticam precisamente o
mesmo tipo de política econômica e desvios éticos, apenas são mais discretos...
A única explicação plausível,
contudo, para o sucesso de Lula nas pesquisas de opinião pública (ressalvado o
fato de, no plebiscito acerca do desarmamento todas apontarem na direção do
“sim” e o “não” ganhou com larga margem) reside no fato de ele fazer bem uma
única coisa: discursos.
Não há dia em que Lula não apareça
na TV discursando em inaugurações as mais diversas: buracos tapados, lançamentos
de pedras fundamentais, reinaugurações de hospitais em funcionamento há
décadas... Só o aeroporto dos Guararapes, em Recife, já foi reinaugurado 3
(TRÊS) vezes! Sempre debaixo do aplauso bem remunerado dos seguidores dos
caciques locais aliados a Lula que são fartos em distribuição de lanches,
transporte, bandeirolas e faixas para eventos desta natureza.
A maioria das inaugurações sequer é
obra do Governo Federal! Lula ouve falar de alguém que tomou uma iniciativa
interessante qualquer em algum lugar do país apesar de toda a agonia financeira
em que nos enfiou e lá vai ele colher os louros de uma iniciativa alheia. Seria
ridículo se não fosse tão eficaz! O profissionalismo dessa gente transforma
Goebbels (Ministro da Propaganda Nazista) em mero colegial...
De todas as frustrações, desilusões
e desesperanças por que já passamos, a reeleição de Lula da Silva seria a maior
hecatombe da história nacional. Antigo adágio místico informa que “cada povo tem
o governo que merece”. Que o Deus de nossos corações ilumine os brasileiros no
encaminhamento deste momento gravíssimo da vida nacional. Ah, Senhor Meu Deus!
Não merecemos mais quatro anos de agonia, desespero, desemprego, corrupção,
miséria e entreguismo ao sistema bancário. Tende piedade de nós!
Lula, o Exterminador do Futuro
Segundo reportagem da Folha
de S. Paulo de terça-feira passada, 27% dos jovens brasileiros não trabalham nem
estudam
A maioria dos jovens, ao
concluir o ensino fundamental, só encontra portas fechadas. Não consegue
prosseguir nos estudos e não encontra inserção no mercado de trabalho. No caso
das escolas, a alegação usual é que “não há vagas”; no mercado de trabalho os
encargos empregatícios de um menor – e com pouca ou nenhuma experiência, ainda
por cima – tornam-no inacessível. Ao natural crescimento demográfico nacional
não correspondeu um investimento em estabelecimentos de ensino, tampouco sobram
outras alternativas.
Sem estudar ou trabalhar, o
jovem preenche seus dias e noites em farras, passeios, discussões domésticas
frequentemente redundando em violência, muitas vezes abandonam o lar e enveredam
pelos caminhos mais fáceis e únicos que se lhes apresenta: o da criminalidade
através do tráfico de entorpecentes ou o envolvimento em furtos e seqüestros...
Segundo a reportagem do
conceituado Jornal paulistano, uma pesquisa realizada pelo Ibase (Instituto
Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e pelo instituto Pólis, feita com
8.000 jovens, 27% dos brasileiros de 15 a 24 anos nessas regiões do país estão
sem atividades profissionais ou educacionais.
Um quadro muito parecido é
revelado pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE. Feita em seis regiões
metropolitanas, ela indica que em dezembro do ano passado 23% da população (ou
1,7 milhão de jovens) entre 16 e 24 anos não estudava nem trabalhava. Desses 1,7
milhão, 1,1 milhão (ou 67%) nem sequer procurou emprego no mês de referência da
pesquisa.
Hostilizados por familiares
por não conseguir dar prosseguimento a um futuro minimamente condigno (já não se
cogita do tempo em que esta atribuição era precipuamente dos pais, com o
respaldo estatal, pelo menos até a conclusão do curso superior...), não se pode
dizer que todos os jovens sem emprego e trabalho sejam ociosos: “Pode parecer
que ficam todos parados na esquina, sem fazer nada. Muitos estão procurando
emprego ou vinculados a projetos sociais. Eles não estão nessa situação porque
querem. Alguns saíram da escola porque repetiram várias vezes. Outros tentam
entrar numa universidade ou conseguir um emprego, mas neste país isso não é tão
simples”.
Após fazer a pesquisa com
8.000 jovens, o Ibase coordenou também grupos de discussão com 900 adolescentes.
Patrícia Lânes, pesquisadora do instituto, conta que uma queixa comum foi a
restrição do mercado de trabalho.
“Sem experiência, não conseguem se inserir no
mercado de trabalho. No entanto, sem a inserção, também nunca terão essa
experiência. Muitos reclamaram ainda de preconceito por causa de sua aparência.
Dizem que não conseguiram um emprego por causa da cor da pele ou porque não usam
a roupa ou o cabelo da moda”, afirma a pesquisadora do IBASE.
A socióloga Helena Abramo,
organizadora do livro “Retrato da Juventude Brasileira”, vai ainda mais longe:
“O trabalho se tornou um bem tão escasso que gera uma angústia nesses jovens. As
pesquisas feitas com eles mostram uma preocupação grande de "sobrarem" no
mercado de trabalho”.
Contudo, a preocupação não é
(ou não deveria ser) principalmente com o canibalesco mercado de trabalho. Por
que é que esses jovens não estão na Escola? Não há oferta de vagas? Faltam vagas
noturnas? É preciso que a escola forme os cidadãos do Futuro e esse extermínio
sistemático do Futuro de nossas crianças chegue a um fim!
Lázaro
Curvêlo Chaves – 23/02/2006
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