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Gangsterismo político e econômico e os preconceitos de Lula da Silva

 

            Na sessão do Senado Federal desta quinta-feira, os Senadores Heráclito Fortes e Tasso Jereissati manifestaram sua desconfiança de que o Ministro da Justiça e o Superintendente da Polícia Federal estejam obstruindo as investigações em torno da origem do dinheiro (R$ 1.7 milhão) que seria utilizado pelos petistas para a compra de um dossiê forjado contra os candidatos de oposição a Lula. Pontuaram que há crime de abuso do poder econômico em qualquer caso. Se vem do fundo oficial da campanha para a eleição de Mercadante ou Lula, a situação fica complicadíssima. Se a origem, por outro lado, encontra-se em qualquer outra fonte não declarada fica caracterizado o crime de caixa 2. Em todo o caso o STF terá de julgar este episódio e a eleição de Lula da Silva já está comprometida. Não por “preconceito das elites” – que inclusive estão com ele! – mas porque Lula falhou, mais uma vez, em cumprir a legislação vigente no Brasil.

            A Polícia Federal, ao contrário do que sempre faz quando investiga a origem de recursos suspeitos, não fez consulta alguma ao Banco Central em torno deste tema nestes 15 dias de investigação! O Banco Central pode dizer, praticamente em tempo real, qual a origem desta montanha de dinheiro que o assessor de Mercadante levou para a propina. Os Senadores suspeitam que a Polícia Federal já saiba a origem e não o declare por ordem superior. De quem? O TSE está investigando este episódio de maneira independente e apresentará seu resultado em tempo hábil.

 

 

“Já fizemos muito, e vamos fazer muito mais”

 

Confrontado aos escândalos de roubalheira, malversação de dinheiro público e tráfico de interesse privado revelados nas operações da Polícia Federal como os Vampiros e Sanguessugas – que determinaram a demissão de muitos petistas – além daqueles do Mensalão, revelado por Roberto Jefferson, ex-aliado a quem Lula daria “um cheque em branco” a declaração do Presidente da República é desalentadora: “Vampiros, Sanguessugas, Mensalão, Dossiêgate... Já fizemos muito, e vamos fazer muito mais!”

 

Abaixo o preconceito!

 

Há muito Lula da Silva, o candidato das elites, se acostumou com a vida dos milionários, como se percebe de suas práticas em momentos de lazer custeado pelo dinheiro de nossos impostos: conta com inúmeros mordomos, cozinheiros e copeiros, não se envergonha; numa nação de famintos como a nossa, nação que mais produz e menos consome carne bovina, Lula conta até com um churrasqueiro oficial!

Propiciar tantos ganhos ilícitos aos megaespeculadores internacionais é uma prática que já permitiu a Lula da Silva mais que dobrar seu patrimônio pessoal, além de usufruir dessas vantagens circunscritas no Brasil à vida dos biliardários. Segundo o SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira da Secretaria do Tesouro Nacional – STN os gastos da Presidência da República incluem quantidades generosas de água Don Perignon (meu Deus, há tanta água no Brasil, por que Lula consome a francesa?), pães de mel, leite condensado (em que será que D. Marisa utiliza tantos baldes de leite condensado além dos quase R$ 60.000,00 mensais em suas depesas pessoais pagas com dinheiro público?)...

Além de ser tolerante com a corrupção e os quadrilheiros a seu redor, Lula demonstra um preconceito injustificável contra todas as pessoas que têm curso superior. Não podemos nos esquecer do que aconteceu no Campuchéa governado por Pol Pot, ídolo de Lula: promoveu um massacre brutal de pessoas portadoras de curso superior, pois praticamente todos percebiam seus desmandos, mais ou menos como ocorre no Brasil de hoje. Na condição de pessoa portadora de curso superior, que trabalho duro para me manter, sinto-me discriminado por este governante. A aliança com o grande capital lhe permite, de um lado, usufruir dos confortos restritos à camada mais rica da população e, de outro, conceder um tantinho mais de esmolas aos miseráveis que aquelas concedidas pelo governo anterior. Base política sólida entre banqueiros e grandes especuladores de um lado, e o lumpemproletariado de outro, como esta construída por Lula da Silva, é o tipo de articulação que, em nosso planeta, sustenta no poder gente como Hitler, Mussolini, Salazar e Franco. Neste raciocínio, não é casual este apoio que Lula da Silva tem hoje entre os mesmos que estiveram à frente da Ditadura Militar no Brasil. Antônio Delfim Neto, ideólogo econômico dos generais, é o principal mentor da equipe econômica de Lula da Silva hoje. Os métodos fascistas, a mentira, a propaganda, a aliança com os miseráveis e o preconceito contra intelectuais e a classe trabalhadora é a reprodução exata do tipo de encaminhamento político tido no Brasil nas décadas de 60 e 70 do século passado.

 

Um caso psiquiátrico

 

            Muitos me perguntam que motivos levam aqueles que estiveram ao lado da ditadura militar como José Ribamar Sarney e Delfim Neto, depois apoiaram Paulo Maluf, mais adiante Collor de Mello, recentemente Orestes Quércia venham a aderir com tamanho entusiasmo a Lula da Silva a partir do momento em que ele fez esta estranha opção preferencial pelos bancos e a corrupção. Só Freud (o austríaco, não o segurança de Lula) explica...

 

 

Lula falta e Heloísa Helena vence debate na Globo

 

            Desde a campanha eleitoral de 2002 Lula vem sendo tratado com especial deferência pela Rede Globo de Televisão, que lhe concedeu o mais cordial dos tratamentos. Tal qual Lula da Silva, a Rede Globo é também aliada dos bancos e do grande capital especulativo. A emissora sempre foi e segue sendo excepcionalmente hostil à esquerda no Brasil. Após uma grande cortina de fumaça, com informações desencontradas dando conta de que participaria e que não participaria, Lula faltou ao debate e mandou uma carta deselegante para a emissora que o convidou quando faltava pouco mais de 1 hora para o debate começar.

            Lula faltou principalmente por medo de Heloísa Helena, que o confrontaria ao passado que renegou. Ela, com a autoridade de quem foi perseguida e expulsa de um partido hoje na direita, o declarou com todas as letras.

            Geraldo Alckmin pontuou a ausência do candidato-presidente e cobrou a origem do dinheiro que seria usado na campanha de Lula e Mercadante para denegrir sua imagem. Considera que um dos motivos para a ausência seja o fato de Lula não ter o que responder diante de mais este de um sem-número de escândalos que marcaram seu governo.

            Cristóvam Buarque deixa claro que não deseja modificar as estruturas econômicas brasileiras, pensa poder fazer algo melhor sem mexer em nada na estrutura que concentra mais da metade da renda nacional nos bancos e limita o crescimento nacional nesta era neoliberal.

            Heloísa Helena é a única que representa a alternativa de esquerda, que efetivamente modificará a política econômica assassina implantada pelos tucanos e agudizada por Lula da Silva. Isto ficou muito claro no debate.

 

Lázaro Curvêlo Chaves – 28/09/2006

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