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Analisando o Ministério Interino do Quarto Mandato do PT/PCdoB: Marcelo Neri, o homem que acabou com o desemprego e a desigualdade social no Brasil

Obra de Ficção Política, "A Nova Classe Média": todo o brasileiro que consegue manter a temperatura corporal em torno de 37,5 º Celsius é considerado "Classe Média" e "Fora da Miséria"

 

 

 

          Interino, claro, pois se tornou praxe em todos os mandatos do PT/PCdoB o ministério ser loteado entre partidos da Base Alugada e vários ministros caem por corrupção ou desavença interna logo nos primeiros meses, portanto o que se apresenta é um “instantâneo” fugaz de um ministério que cumpre, miseravelmente, dois papéis apenas, tapar o buraco para que não fique nenhum ministério sem alguém formalmente nomeado (para um governo que se preocupa exclusivamente com as aparências, desprezando a essência do Brasil real, este motivo é forte) e distribuir entre os partidos da Base Alugada as recompensas pelo apoio comprado no Congresso Nacional.

            Um detalhe interessante é que, com o nome altissonante (esse governo de merda é tão bom em siglas quanto é ruim em encaminhar a administração do Estado, aliás) de “Democracia Direta” ou “Criação de Conselhos Populares” o governo do PT/PCdoB tenta dar um Golpe Silencioso na Sociedade Brasileira. A comparação com a Alemanha (que a presidentA gosta tanto de citar) Nazista é irresistível: em fevereiro de 1933 Hitler e seus associados consideraram necessário incinerar o Reichstag (Parlamento) atribuindo o ato aos adversários e passando a governar ditatorialmente, sem oposição. No Brasil opta-se pelo “Golpe Silencioso”. A motivação é a mesma de todos os fascistas em todas as latitudes, longitudes e tempos históricos: fechar o Congresso e governar sem oposição. Curiosamente, esta tentativa vem sendo bloqueada pelos motivos errados (o Congresso, até o final de 2014 composto majoritariamente por parlamentares venais, não querendo perder a moeda de troca com o governo que é esse apoio comprado em troca de ministérios e remuneração direta com recursos roubados de Estatais, como no Mensalão e no Petrolão, vem impedindo por motivos egoístas um Atentado contra a Democracia que, para espanto do Pesquisador do Futuro, usa o seu santo nome – “Democracia” – em vão). É de se esperar, neste quadro, que o governo PT/PCdoB busque desacreditar cada vez mais a atividade parlamentar (usando os slogans tonitruantes de hábito) e mobilizar a sociedade para legitimar o Atentado contra a Democracia – a conferir se a sociedade brasileira se deixará (novamente) manipular pelos criminosos no poder há tanto tempo ou se optará por reforçar o Parlamento Real do Brasil, esvaziando os podres poderes de um Executivo Virtual.

            É certo que não terei tempo de analisar todos os nomeados, associados do poder criminoso e corrupto em tempo: muitos cairão, como sói acontecer, antes mesmo que consigamos entender a que vieram. Começo, até pelo caráter virtual do Executivo, a analisar o ministério, portanto, a partir dos que já conhecemos.

Clique sobre a imagem para os nomes no ministério interino

Abertas as apostas, quantos dias ou semanas até que esta foto fique desatualizada?

 
 

 

Marcelo Neri, Ministro-Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos desde 22 de março de 2013 é, de longe, o ministro com mais relevantes realizações neste governo e até por isso chega ao cume de uma carreira fulminante, estando cotadíssimo para substituir Aloísio Mercadante tão logo ele seja afastado da Casa Civil como já o foi de praticamente todos os Ministérios da Esplanada – o filho do General Oliva poderá ir para a Defesa, por exemplo, que já não precisa contar com Diplomatas ou gente que sequer saiba onde fica exatamente a Escola Superior de Guerra, quanto menos haja concluído um de seus cursos, indispensáveis a quem almejava um cargo ligado a qualquer ministério militar.

Neri foi meu contemporâneo na Universidade Federal Fluminense – como não fazíamos os mesmos cursos, não estou seguro se frequentava aulas anteriores ou posteriores ao ponto em que me encontrava; as pessoas com quem eu gostava de conversar e sair – além das psicólogas do prédio ao lado daquele em que funcionavam as Ciências Sociais ;) – ostracisavam o Neri: tinha fama de ser “dedo-duro da Ditadura Militar”. Era novinho (nasceu em 1964), contudo havia agentes da Ditadura entre estudantes de idade bem tenra e, nos tempos paranóicos em que vivíamos, era melhor não arriscar... Jamais conversei com ele e não creio que tenha perdido grande coisa. Dentre suas realizações no governo fascista do PT/PCdoB arrolo:

_ Acabou com o desemprego no Brasil;

_ Aumentou a renda dos brasileiros mais pobres e diminuiu, praticamente eliminando, as desigualdades sociais no Brasil;

_ Ampliou tanto a renda dos mais pobres que chegou mesmo a criar uma “Nova Classe Média”: há um livro dele, publicado com esse título; não recomendo, apenas informo;

_ Quando ainda estava na Fundação Getúlio Vargas, conseguiu para Lula da Silva uma taxa de aprovação superior a 90% (índice que sequer o General Ernesto Geisel – 82%, Benito Mussolini – 56% e Adolf Hitler – 74% chegaram a atingir no auge de seus governos, de mesmo corte ideológico e mesma metodologia de pesquisa) Isto lhe granjeou uma promoção à presidência do IBGE;

_ Na Presidência do IBGE conquistou para os Nordestinos no Brasil um nível de vida equivalente àquele dos Finlandeses, o que lhe granjeou nova promoção, desta vez à presidência do IPEA;

_ Sob sua gestão o IPEA foi um dos órgãos mais importantes para a reeleição de Dilma Rousseff, o que lhe granjeou o posto de Ministro, que vem exercendo concomitantemente à Presidência do IPEA;

 

            Enquanto isso, aqui no Brasil real...

       Toda a manhã, quando vou comprar jornal, entro num barzinho cheio de homens vazios que passam o dia se dopando pesadamente com cachaça. Telefono para alguns familiares e amigos em Salvador, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Manaus numa pesquisa informal sem sequer um centavo de dinheiro público investido no processo: “todos os bares estão cheios de homens vazios”, como dizia o Poeta em “O Dia da Criação”. Não fazem parte das taxas oficiais de desemprego, que não leva em conta quem está desempregado há mais de um mês, quem não procurou emprego na semana da pesquisa ou quem recebe qualquer forma de ajuda assistencialista do governo. Penaliza a situação da geração atual: está perdida; mas concentro minha preocupação primordial no Pesquisador do Futuro: onde encontrará dados confiáveis em que fundamentar sua pesquisa sobre a realidade social do Brasil nestes anos terríveis? Até pouco tempo era possível, na página do Ministério do Trabalho (e Emprego...) verificar quantas pessoas recebiam o auxílio chamado de “Seguro Desemprego” e assim ter um vislumbre mais claro: da última vez que fiz o cálculo, havia um contingente numeroso, em torno de 35% dos trabalhadores brasileiros com carteira de trabalho, mensalmente, recebendo o Seguro Desemprego. Atualmente aqueles dados não são mais acessíveis ao comum dos mortais, de maneira que se tornou impossível saber a verdade acerca do desemprego no Brasil.

            A “Nova Classe Média”, segundo Neri, é composta pelas pessoas que têm em casa pelo menos um aparelho de TV, um fogão e uma geladeira. Essa definição ampliou enormemente o número de brasileiros que “deixou de ser pobre e ingressou na Classe Média”. Como fizeram para ampliar o consumo e viajar para o exterior eu realmente não sei. Confesso, apesar de haver assistido a inúmeras reportagens relatando isso em várias emissoras de TV e lido reportagens similares em diversos órgãos de imprensa escrita, que não consigo acreditar. Aqui e ali, contudo, aparecem discrepâncias mesmo nos órgãos mais áulicos, como a Folha de S. Paulo que, no auge da celebração mercantil da “Nova Classe Média” publicou um artigo intitulado “Segundo a ONU, Brasil é o país mais desigual da América”. Difícil entender... A ONU não dispõe de órgãos independentes de pesquisa e depende dos dados enviados pelos governos. Como conseguiram chegar a conclusões tão discrepantes daquelas da FGV é um daqueles mistérios que talvez nunca seja resolvido ...

            Como Neri acabou com a miséria no Brasil, foi necessário inventar um novo adjetivo para os sete milhões de brasileiros que passaram fome e cinquenta e três milhões de brasileiros (entre os quais me incluo) que só conseguiram fazer uma refeição por dia em 2014: “Extrema Pobreza”. No discurso de posse, a presidentA disse que “vai combater a extrema pobreza”. Se Neri continuar dando a ela o mesmo sucesso, será necessário inventar um novo adjetivo - “Extrema Implicância” talvez, “esse povo deve ser tudo tucano...” – para categorizar os brasileiros que seguirão passando fome e não conseguem viver ou acreditar nesse Brasil virtual dos desgovernos do PT/PCdoB.

            Neri acabou com a miséria no Brasil, “isso é indiscutível”, como disse donadilma durante a campanha eleitoral passada, mas há uma propaganda que passa em todas as emissoras de TV, da Fundação Abrinq, pedindo doações para ajudar “milhões de crianças brasileiras” que precisam se prostituir ou catar lixo para sobreviver. Como a Fundação Abrinq apoia esse governo que “acabou com a miséria” a gente fica desconfiado: para que querem essas doações que ficam pedindo com tanta insistência? Que há “milhões de crianças” passando fome, se prostituindo e catando lixo é público e notório, mas como não fazem parte das estatísticas oficiais do governo apoiado pela Fundação Abrinq, será que as eventuais doações chegarão mesmo àquelas crianças?

            A seu favor, embora Neri lide com monumentais quantidades de recursos públicos para sua propaganda e pesquisa, não consta que esteja sendo investigado por qualquer desvio de recursos. A maior acusação contra ele segue a mesma de quando estava nos bancos universitários: DESONESTIDADE INTELECTUAL. Que, no Brasil atual, além de não constituir crime, possibilita a conquista de promoções sucessivas.

            Aposto que quando Aloísio Mercadante Oliva cair da Casa Civil (possivelmente indo para a Defesa), Marcelo Neri será o próximo, dados os relevantes serviços prestados a esse governo. É aguardar e conferir...

Lázaro Curvêlo Chaves – 02/01/2015

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