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Nascidos do Sangue - Os
Segredos Perdidos da Maçonaria (uma resenha)
A
Todos os Meus Sobrinhos
Sob a recomendação do Sereníssimo Grão-Mestre da
GLUSA (Grande Loja Unida Sul-Americana), Weber Varrasquim, li este
excelente livro de John J. Robinson, um pesquisador declaradamente “não
Maçom nem Católico Romano” que elaborou uma das melhores Obras
especulativas sobre as origens da Maçonaria jamais escritas.
Inicialmente, agradece
entusiasticamente a atenção e prestimosidade de todos os bibliotecários
e livreiros (Maçons e não Maçons) nos locais em que pesquisou em três
países: EUA, Inglaterra e França. Partindo da premissa aceita quase
universalmente de que a Maçonaria teria sua origem nas guildas de
pedreiros medievais fica genuinamente frustrado – e percebe genuína
frustração – ao encontrar, nas referências às guildas de pedreiros em
todas as bibliotecas maçônicas e não maçônicas em que pesquisou,
informações detalhadas dando conta de que são sempre circunscritas a
determinados locais, sempre competitivas umas com as outras e muito
raramente cooperativas e, finalmente, sempre abençoadas pela Igreja
Católica Romana.
Não encontrou, em sua
longa e acurada pesquisa, qualquer referência que pudesse justificar os
segredos e a necessidade (ou explicação plausível) para palavras, toques
e sinais ou juramentos e auto-proteção nas guildas de pedreiros
medievais.
Chama a atenção para
uma série de coisas, a começar pela recorrência mundial de sociedades
secretas que se disfarçam em coisas diferentes daquelas que sejam
motivação final. Exemplificando, cita uma organização secreta de militares
japoneses (a Shindo Rommei) que, durante a Segunda Grande Guerra, se
infiltrarou na Amazônia com vistas a detalhar os melhores meios de
explorar os recursos naturais do local quando da esperada vitória
nipônica. Disfarçaram-se como pescadores e todos os seus códigos giravam
em torno de termos ligados à pesca.
Especula: se os
Maçons se disfarçaram nas guildas de pedreiros medievais qual seria sua
verdadeira origem? E quais os motivos e significados de tantos segredos,
sinais, palavras, símbolos, etc.?
A Rebelião Britânica de
1381
Como todo o
pesquisador sério, busca todos os indícios plausíveis. Localiza na
história uma rebelião que sacudiu a Grã Bretanha em 1381 e é usualmente
narrada como uma “inexplicável rebelião camponesa”. Tal rebelião, antes
de ser violentamente sufocada, prestava solidariedade e apoio ao Rei mas
reivindicava – de maneira bem explicada – que o Rei se acautelasse
contra os maus conselheiros franceses que o assessoravam e
tinha como mira algumas propriedades e autoridades ligadas aos
Cavaleiros Hospitalários.
Subitamente e em
vários pontos bastante distantes da Inglaterra, espocou a rebelião que
imediatamente reconheceu como líder um homem até então absolutamente
desconhecido e que tinha ou adotou o nome de Wat Tyler (a palavra
“Tyler” em inglês significa “telhador” ou “fabricante de telhados e
telhamento”). A curiosidade de Robinson, que conquistou muitos amigos
Maçons e tem – como qualquer pessoa – livre acesso a uma série de
informações ao alcance de uns poucos cliques do mouse ou a freqüência a
qualquer boa biblioteca ou livraria, foi crescendo naturalmente.
Os Templários eram
rivais históricos dos Hospitalários, ambas as Ordens tinham Regras
complexas elaboradas (a pedido) por Bernardo de Clairvaux, regras que
eram, durante a Idade Média, mantidas secretas. Hoje se sabe que os
Templários faziam votos de castidade (que, segundo Robinson, era
assegurada pelo uso permanente de uma ceroula confeccionada em pele de
cordeiro e a proibição de tomar banhos ou da visualização da nudez,
própria ou de outrem), voto de pobreza e de auxílio mútuo. Revela o
Autor ainda que usavam luvas brancas a fim de preservar as mãos limpas
para quando fossem “tocar Deus” – através dos sacramentos – e que, antes
de se fecharem em suas reuniões, por exemplo, na antiga construção do
que restava do Templo Salomão, onde mantiveram sua sede durante bom
tempo das Cruzadas, um dos Irmãos – era assim que aqueles monges
guerreiros se tratavam, tal como ocorre em outras Regras religiosas – se
postava do lado de fora do local de reunião com a espada em riste para
garantir a segurança do encontro contra eventuais ataques dos inimigos
ao redor.
O fim dos Templários
Ao ingressar na Ordem
dos Templários, oficialmente criada e reconhecida em 1185 e diretamente
subordinada ao papa, única autoridade acima do Grão Mestre, o monge
abria mão de toda a sua propriedade em prol da Ordem que, a este tesouro
agregou muito do que foi conquistado ou transacionado durante o auge das
Cruzadas. Os Templários se tornaram uma das mais sólidas forças
econômicas da Idade Média e chegavam a efetivar muitas transações
parecidas com atividades bancárias.
Com a Europa cercada
ao Norte pelos Vikings, ao sul e sudeste pelos Muçulmanos e a leste ora
por Hunos, ora por Mongóis, era importante contar com um grupo armado
capaz de proteger riquezas em transportes ou mesmo garantir o pagamento
de pequenos montantes mediante apresentação de uma identificação
positiva do portador do que seria equivalente a um “título bancário”
moderno. Fosse metade de uma jóia com encaixe perfeito ou uma carta
criptografada na qual se revelavam as perguntas a serem feitas ao
portador que, respondendo apropriadamente, receberia o crédito esperado
em qualquer unidade dos Templários em qualquer lugar da Europa, África
ou Palestina. Ao invés de viajar com riquezas, muitos preferiam contar
com este serviço dos Templários que, naturalmente, cobravam um valor
justo para realizá-lo e assim ampliavam seu tesouro.
O ano de 1305
encontra a Ordem dos Cavaleiros do Templo e a Ordem dos Hospitalários
sediados na ilha de Chipre, pois os muçulmanos haviam retomado a Terra
Santa. Ansiavam por uma última Cruzada, que jamais ocorreu. O rei da
França Felipe de Valois, conhecido como “Felipe o Belo”, concebeu um
plano voltado a apoderar-se da enorme riqueza dos Templários e ter
perdoada sua enorme dívida para com a Ordem e assim amealhar recursos
para seus projetos temporais de ampliação territorial sobre a
Inglaterra. Para tanto precisava da aquiescência do papa Clemente V
(Bernardo de Goth, ex-arcebispo de Bordeaux) que, imediatamente,
concebeu o plano de unificar as duas Ordens rivais, ou subordinar todos
aos Hospitalários. Convocou os dois Grãos Mestres de ambas as Ordens a
um encontro em Paris. O Grão Mestre dos Hospitalários deu uma desculpa
convincente e faltou ao encontro. Jacques De Molay, Grão Mestre dos
Templários, então contando quase 70 anos de idade, compareceu ao
encontro com dois documentos: um plano detalhado para uma nova Cruzada
(que presumia ser o principal motivo da convocação) e um arrazoado
explicando as diferenças e motivos que considerava relevantes para
manter Templários e Hospitalários como ordens distintas.
De Molay foi recebido
com todas as honras em Paris. Durante dois anos – período durante o qual
Felipe de Valois ficou de apresentar sua decisão final sobre os dois
documentos trazidos por Jacques De Molay – Guilherme de Nogaret,
ministro de Felipe “o Belo”, arquitetou o plano para aprisionar a um só
tempo todos os Templários em todos os pontos da Europa. Foram expedidas
cartas lacradas aos senescais (líderes políticos e religiosos locais) de
todas as paróquias com ordens expressas de somente abri-las a 12 de
setembro de 1307. Naquela data, Jacques De Molay contava-se entre os
maiores nobres da Europa a carregarem o caixão da princesa Catarina,
falecida esposa do irmão do rei Felipe, Carlos de Valois. No mesmo
momento em que o Grão Mestre dos Templários participava deste solene
evento fúnebre em companhia dos nobres, não havia meios que lhe
permitissem saber da trama, menos ainda do conteúdo das cartas que,
abertas, tornariam a sexta-feira 13 (naquele caso de setembro de 1307) o
dia mais aziago do ano: 15 mil homens (o número total de Cavaleiros
Templários) deveriam ser aprisionados em grilhões especialmente
confeccionados e despachados a todos os pontos com esta finalidade.
As acusações que
conduziram os Templários a tal situação, evidentemente forjadas,
variavam de pederastia até a profanação de objetos sagrados passando por
uma gama variegada de peculiares consideradas sacrílegas e heréticas ao
imaginário da Santa Inquisição.
De defensores maiores
da Fé Católica, subordinados diretamente ao papa, autoproclamado
“Vigário de Deus na Terra”, passaram os Templários, na sexta-feira 13 de
setembro de 1307 à condição de hereges e, como tal, deveriam ser e a
maior parte deles o foi, supliciado de maneiras monstruosas como, após
anos de torturas as mais diversas, ter o ventre aberto a faca e ver suas
entranhas serem arrancadas e jogadas ao fogo morrendo lentamente entre
tormentos atrozes... Aqueles que assistiram ao filme “Coração Valente”,
de e com Mel Gibson, vislumbraram como eram as práticas da Santa
Inquisição naquele período histórico embora haja uma falha no filme: a
Santa Inquisição não era então admitida na Inglaterra. Já o suplício é
nele retratado com realismo. Um número enorme de Templários recebeu a
pena de sofrerem a morte na fogueira; alguns com o beneplácito de ter um
colar de pólvora amarrado ao pescoço (o que apressava a morte) outros em
lenha seca, ardendo lentamente...
Jacques De Molay foi
supliciado por 7 anos. Sob tortura o cidadão confessa tudo o que o
torturador desejar ouvir – aliás, é justamente por isso que a tortura
não é aceita como método para se extrair confissões na maior parte dos
países ditos civilizados do mundo contemporâneo, embora saibamos que
mesmo o mais poderoso e autoproclamado mais civilizado de todos ainda o
pratique escandalosamente como se vê em Abu Ghraib e Guantánamo, não
para extrair confissões mas como mera prática de sadismo.
Não satisfeitos, o
rei e o papa consideraram que uma confissão pública de culpa seria a
única coisa que poderia convencer a todos de que os “crimes”
inacreditáveis imputados aos Templários eram realmente verídicos. O
Grão-Mestre Jacques De Molay e Guy D’Alvergnie, um dos mais elevados
cavaleiros Templários foram conduzidos – corpos envelhecidos e
alquebrados por sete anos de suplícios nos calabouços e masmorras
francesas – ao cadafalso onde, após a confissão, lhes seria garantida
uma morte rápida. Juntando todas as suas forças morais, ambos negaram a
quantos ali estavam para ouvir, todas as supostas heresias de que eram
incriminados. A pena para tal comportamento segundo as leis da Santa
Inquisição era uma só: morte na fogueira. Toda a riqueza dos Templários
foi transferida para a Ordem dos Hospitalários por ordem do papa.
Enquanto isso...
Na Inglaterra a Santa Inquisição não era
recebida em 1307. Menos ainda na Escócia. Na Península Ibérica
(faceando-se aos mouros dentro de seu próprio território) os dirigentes
não manifestaram qualquer disposição para erradicar seus mais valorosos
defensores, mesmo que ali o aparato da Santa Inquisição atuasse
dramaticamente. Na região da Prússia (mais ou menos onde ficam hoje a
Alemanha e a Polônia) tampouco houve perseguições significativas. Os
Templários eram poderosa e segura barreira contra os magiares e mongóis.
Estas circunstâncias
propiciaram tempo, bastante tempo, aos remanescentes dos Templários,
irmanados por laços ainda mais fortes ao perder o seu vínculo com Deus
através da Igreja Católica Romana, profundamente religiosos e
acostumados a um linguajar codificado, à auto-proteção diante de um
adversário poderoso e grande habilidade bélica, a que se articulassem
para resistir “na clandestinidade”, como diríamos hoje. Tais
circunstâncias obrigam ainda a, refeitos do susto e do medo, repensar os
fundamentos de sua Fé e mesmo nutrir sentimentos de vingança.
Examinando cautelosamente
todos que apresentassem potencial, concediam Iniciação à Ordem àqueles
que tivessem justos motivos para temer a mão pesada do papado e de sua
Santa Inquisição. Assim, não é delirante supor que muitos alquimistas e
rosacruzes, entre outros proscritos, tenham encontrado refúgio seguro
sendo aceitos entre estes irmãos perseguidos tão injustamente pela
Igreja Católica Romana.
Afastados das obrigações
estritas da Regra inicialmente criada por Bernardo de Clairvaux, tais
como os votos de castidade e pobreza, se aqueles Templários se
mantiveram ativos em segredo, como tudo leva a crer, mantiveram uma
série de comportamentos e ensinamentos, disfarçando-os, e acrescentaram
uma série de outros de acordo com a evolução dos tempos. Por exemplo: no
seio de que outro grupo encontrar refúgio para o desenvolvimento das
ciências – particularmente condenadas pelo Vaticano – no quadro da
Europa Medieval? Reporta-se que, em momentos de grandes incêndios na
Europa, em especial na Inglaterra (no século XVII ocorreram grandes
incêndios em Londres e Edimburgo, capital da Escócia) a reconstrução, em
especial a Geometria, tomou conta desta Organização então Secreta com
tal vigor que esta palavra tornou-se praticamente sinônimo de Maçonaria.
Um grupo grande de homens,
coeso, irmanado e subitamente perseguido pela Igreja que até então
venerava, encontrou meios de sobreviver, manter-se e progredir a
despeito de todas as agruras, perseguições, campanhas mentirosas e
crises. Sempre se suspeitou haver alguma forma de conexão entre a Ordem
dos Templários e a Maçonaria, mas poucas provas se apresentavam e
nenhuma suficientemente convincente. Aquelas apresentadas por John J.
Robinson convencem além de qualquer dúvida possível.
A mais contundente diz
respeito precisamente à Rebelião Camponesa de 1381 na Inglaterra (70
anos depois do decreto papal dissolvendo a Ordem do Templo!) que teve
como alvos precisamente os representantes do papado e da monarquia
francesa na corte britânica, além da Ordem dos Hospitalários. Liderada
por um homem chamado “Tyler” que destruiu boa parte das propriedades e
construções dos Hospitalários mas cuidadosamente salvaguardou a
principal edificação Templária da Inglaterra, a Igreja da Rua Fleet,
consagrada em 1185 pelo Patriarca de Jerusalém.
Antigas Obrigações da
Maçonaria
Na noite de 24 de junho de 1717 as quatro
maiores Lojas Maçônicas da Inglaterra uniram-se e decidiram-se a
declarar pública a sua existência e hoje a Maçonaria é uma organização
civil registrada em cartórios e perfeitamente legalizada na maior parte
dos países do mundo. A única exceção que me ocorre, citada inclusive no
livro, é o Irã. Observando algumas das “Antigas Obrigações Maçônicas”,
muito mais antigas que os famosos Landmarks de Mackey, compreenderemos
os motivos. Não vou enumerar todas que estão, como os Landmarks, ao
alcance de qualquer pesquisador disposto dar uns cliques com o mouse ou
a ir a uma boa biblioteca pública ou livraria. Apenas ressalto, em
minhas próprias palavras e como as compreendo, 7 das muitas Obrigações
citadas no livro:
_ Só são admitidos à Maçonaria os homens
que acreditam num Ser Supremo e na imortalidade da alma.
_ Nenhum Maçom deve revelar segredos de
um Irmão que possam privá-lo de sua vida e propriedade.
_ O Estado deve ser laico. – penso que
aqui esteja a grande divergência do Irã e de qualquer Nação em que a
aliança entre a Igreja e o Estado seja constitucional ou o que o valha.
Ressalto ainda não existir proibição a que um iraniano (ou ser humano de
qualquer nacionalidade ou credo) ingresse na Maçonaria.
_ Um Irmão viajante em visita deve
receber auxílio material imediato, emprego por dois meses e se indicará
a próxima Loja para onde irá. – Segundo Robinson este é um claro
indicativo de uma Ordem de Cavaleiros perseguidos potencialmente em
grande perigo, jamais se encontrou referência a qualquer coisa
remotamente parecida com esta recomendação nas guildas de pedreiros
medievais.
_ O Maçom jamais manterá qualquer tipo
de contato sexual ilícito com a mulher, a mãe, a filha ou a irmã de
outro homem. (Uma forma universal de cavalheirismo particularmente
importante numa situação estressante como a de homens em fuga...)
_ O Maçom deve manter um elevado padrão
de dignidade, honradez e moralidade. – Neste ponto Robinson pára e
medita: seria esta época permissiva, de moralidade difusa e fobia a
qualquer forma de comprometimento um empecilho para um maior
desenvolvimento da Maçonaria? Não seria mais sensato à sociedade
permissiva em que vivemos trazer de volta aqueles valores à sua prática
ao invés de olhar para a Maçonaria com desdém ou desconfiança?
_ É interditado fazer proselitismo de
qualquer religião em detrimento de outra numa Loja aberta. – o meu
parêntese aqui ressalta uma curiosidade: a Maçonaria não discrimina
religião alguma, mas é frequentemente discriminada pela maioria, mais
por desconhecimento ou por se manterem com conhecimentos parciais e
equivocados.
A única associação
verdadeiramente monoteísta do mundo
Se pensarmos bem, esta assertiva, embora
subversiva, está corretíssima. Seja como for, a maior parte das
religiões (cristãs, muçulmanas, judaicas, etc.) além de um Ser Supremo
criador e pai de todos (Deus, Alah, Yavé...), acredita ainda em seu
oposto, um tentador ou uma espécie de “anti-deus”. Esta tese tiraria de
todas as formas de cristianismo, judaísmo e islamismo a possibilidade de
preservar o epíteto de “monoteísta” pois vê uma certa divindade do mal.
De fato, eu mesmo já assisti
a algumas palestras cristãs em que o pregador parece efetivamente mais
preocupado com a existência do Mal do que com a infinitude, a bondade ou
o poder do Deus “único” em que afirma acreditar. Numa única palestra o
nome correspondente à entidade suprema do Mal segundo se lhe apresenta é
frequentemente repetido mais vezes que o nome de Deus ou, no caso
cristão, de seu Filho ou Encarnação Humana.
Na Maçonaria não há a menor
referência nesta direção – isto também a diferencia das religiões, que a
Maçonaria definitivamente não é uma religião. O erro, segundo a
filosofia maçônica, é fruto de falhas morais derivadas de má utilização
do livre arbítrio que nos foi dado pelo Criador. O erro jamais é fruto
do “incentivo” ou “tentação” de alguma forma de entidade supra-humana na
qual não crêem. O Maçom, vale repetir, acredita em um único Ser Supremo
e ponto final.
Os Segredos Perdidos
Aponto apenas a direção de 7, dentre os
muitos arrolados no livro, como um incentivo a que mais pessoas, sejam
Maçons ou tenham pela Maçonaria alguma forma de afinidade, efetivamente
o leiam, que este é um livro francamente favorável à Maçonaria, sem
perder a lucidez, a objetividade e a imparcialidade.
Qual o significado dos
juramentos maçônicos?
Qual o significado da
Iniciação?
Qual o significado do
avental? Qual a sua origem?
Aquele pavimento
quadriculado, como se chama, qual a sua origem e o que significa?
Qual a origem de uma
série de símbolos e desenhos que vemos nas Lojas quando elas se abrem ao
público?
Quais as origens e
como se refutam algumas das calúnias que, por vezes, se levantam contra
a Maçonaria?
Qual o significado do
Esquadro e do Compasso com a letra “G” inscrita nele?
Apenas a esta última
pergunta aponto a resposta sugerida pelo Autor, que os Maçons
imediatamente compreenderão simplesmente observando este desenho.

A Bula Papal Humanum Genus
Robinson optou por incluir a mais
vigorosa condenação papal à Maçonaria em apêndice no livro. Escrita no
contexto das grandes revoluções burguesas da Europa do século XIX,
revoluções que suprimiram todas as terras da Igreja e criaram Estados
Laicos em toda a Europa e estes se espalhavam por todo o mundo, Leão
XIII a escreveu sob grande estresse, sendo promulgada em 1884. São
apenas 15 páginas que condenam vigorosamente não apenas a Maçonaria, mas
toda e qualquer associação ou organização de seres humanos alheia à
Igreja Católica Romana (Protestantes, Judeus, Muçulmanos, Espíritas,
Budistas, Positivistas, Socialistas, etc, etc, etc.) Fora da Igreja
Católica Romana Leão XIII, o primeiro papa na história que não é rei,
nem coroa rei algum, somente enxerga escuridão, pecado e erro.
Lázaro Curvêlo Chaves – Ap.’. M.’.
ARLS Phoenix nº 1
GLUSA
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