O Brasil está LONGE de ser uma Nação Democrática. Veja algumas diferenças distintivas entre o Brasil e os países democráticos do mundo
Há tempos desenvolvi um processo rápido, eficiente e infalível para descobrir se um político brasileiro principalmente, mas válido também para “político” em geral em qualquer parte do mundo contemporâneo. 1) Verifique se a boca dele ou dela está aberta. 2) Verifique se está ingerindo algum líquido ou sólido – neste caso, NÃO está mentindo. 3) Verifique se há som saindo de sua boca – neste caso, INFALIVELMENTE, está mentindo.
É usual um político brasileiro (de todos os sexos) declarar publicamente que “O Brasil vive em plena democracia”. Está de boca aberta e há som saindo dela, portanto, é mentira. Senão vejamos:
Nos países democráticos todos os direitos civis (como o direito de se casar, ter ou deixar de ter uma religião, etc.) são respeitados – o/a cidadão/cidadã se casa, tem ou não religião se assim o desejar; o governo não o obriga a exercer direitos civis. No caso brasileiro (não democrático por definição) o direito civil ao Voto é Obrigatório. Há uma plêiade de “justificativas” a colocar o Brasil ao lado do Gabão, Paraguai e uns outros similares dentre os que OBRIGAM seus cidadãos a sair de casa no dia da votação mesmo que ele não tenha alternativas na prateleira apresentada pelos marqueteiros entre as mercadorias oferecidas como candidatos. Nos países democráticos, ao se computar a taxa de desemprego, leva-se em conta uma série de fatores CRUCIAIS que no Brasil (não democrático por definição) optou-se por despresar. O IBGE – órgão do Governo Federal conhecido informalmente pelo nome completo “Instituto Brasileiro de Maquiagem de Estatísticas” – é proibido de computar, dentre a força de trabalho ociosa no Brasil, os seguintes: 1) Número de demissões num dado período. 2) Pessoas que procuram o primeiro emprego. 3) Pessoas que não procuraram emprego na semana da “pesquisa” – se esta chega a ser feita, por sinal. É necessário ignorar tantos itens da realidade que a pesquisa efetiva se torna desnecessária. Já se sabem os números que o governo deseja e se faz o impossível para que estes sejam os números apresentados – à revelia da realidade, naturalmente. 4) Pessoas que recebem algum tipo de ajuda governamental sob títulos diversos como “bolsa-esmola” e congêneres. 5) Gente formada em cursos técnicos ou superiores que estejam “fazendo estágio”, não renovável e sub-remunerado. Nos países democráticos, diferentemente do que ocorre no Brasil, ao se contabilizar a taxa de desemprego contam-se todas as pessoas que poderiam e desejariam estar trabalhando mas não o estão. O mais escandaloso mesmo é a supressão do número de demissões no período. Se o Governo Federal, INDIRETAMENTE, se diz responsável pela criação de, digamos, 2.000 novos postos de trabalho num dado período, a informação de que cerca de 5.000 empregados foram demitidos implicaria num acréscimo na taxa de desemprego, quando ao Governo Federal – “Todo o Governo Mente”, dizia Izidore Feinstein Stone, de saudosa memória – interessa muito dizer que a taxa de desmprego “diminuiu” e vem diminuindo vertiginosamente. Ao anúncio de uma taxa de IRREAL de desmprego no Brasil, de 6,1%; vendo o desespero das pessoas em filas gigantescas e mesmo caindo em logros de pagar “taxas de inscrição” para empregos inexistentes; vendo em nossa vizinhança que, em cada família há um número significativo de adultos jovens desejosos de trabalhar formalmente mas sem conseguir emprego, só nos resta uma constatação – mera estimativa, confesso: no Brasil a taxa de desemprego verdadeira está seguramente entre 30% e 40% das pessoas capazes de trabalhar e sem conseguir emprego. Nos países democráticos, o sigilo bancário, fiscal, telefônico e de correspondência escrita ou via e-mail é garantido! No Brasil o sigilo da correspondência escrita ou por e-mail praticamente não existe (a única e pífia proteção é o gigantesco volume de dados com que os olheiros do Governo têm de lidar). Recente medida da ANATEL, quebrou o sigilo telefônico de todas as operadoras sob a desculpa de “fiscalizar melhor o serviço prestado”. O Sigilo Bancário, o que é mais grave ainda, foi quebrado pelo Banco Central do Brasil através do sistema chamado de “Bacen Jud” - http://bcb.gov.br/?BCJUD A página Jus Navegandi apresenta magnífico artigo de Hugo César Azevedo Santana intitulado “Quebra do sigilo bancário no sistema BacenJud” - http://jus.uol.com.br/revista/texto/12088/quebra-do-sigilo-bancario-no-sistema-bacenjud - RECOMENDO!
Em suma, ao contrário do que declaram ou deixam de declarar os políticos brasileiros sempre que abrem a boca e dela sai som, o Brasil está ainda longe, muito longe de chegar próximo à condição de “País Democrático”...
Lázaro Curvêlo Chaves – 25/02/2011 Busca em todos os arquivos da página "Cultura Brasileira"
Pesquisa personalizada
Ajude a manter esta página ativa! - Clique aqui e veja como fazer |
Ajude a manter esta página ativa!
Nosso trabalho é mantido gratuito há 12 anos graças a você.
Se desejar contribuir com qualquer valor, você pode nos fazer uma doação através do PagSeguro.
Para tanto, clique no botão abaixo e siga as instruções. Obrigado!
|
|
|
© Copyleft LCC Publicações Eletrônicas - Todo o conteúdo desta página pode ser distribuído exclusivamente para fins não comerciais desde que mantida a citação do Autor e da fonte e esta nota seja incluída. Contato |